Rio de Janeiro, 05 de março de 2015
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No final da semana passada, a pesquisadora Mariana Simpson (à direita da foto), que atua no projeto “Desigualdade e pobreza”, esteve na Taquara, em Jacarepagua, para realizar mais uma etapa da pesquisa sobre acesso à serviços, que o Ibase vem fazendo há pouco mais de um ano com apoio da Fundação Ford. Desta vez, Mariana foi entrevistar uma futura moradora do Minha Casa, Minha Vida Entidades, modalidade do programa de habitação do governo federal que prevê a construção das casas por seus futuros moradores, organizados em cooperativa.
Durante um dia inteiro, a pesquisadora conversou com a agente de saúde Neide Belém de Matos, 53 anos, que nos últimos 15 anos lutou no Grupo Esperança, cooperativa de famílias beneficiadas pelo programa,para conseguir que as 70 casas começassem a ser construídas.
– Nos deparamos o tempo inteiro com uma burocracia que emperra a própria politica de habitação do governo federal. Desde a busca por terrenos, até o repasse dos recursos para o Grupo Esperança, que reúne as famílias beneficiadas, foi uma luta diária para vencer os obstáculos. Agora falta pouco – contou Neide, que trabalha diariamente na construção e deve mudar em breve para sua casa, com o filho adolescente.
Neide, junto com uma outra família beneficiada pelo programa Minha Casa, Minha Empresas, modalidade em que empreiteiras constroem as residências, comporão dois estudos de caso para a pesquisa sobre serviços, cujo resultado será apresentado em um seminário em junho.

Autor

Martha Moreira

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