Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2014
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Por Comitê em Defesa dos Território Frente a Mineração
Começou há pouco na Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal a Audiência Pública sobre os impactos da mineração sobre as águas. Os cerca de 160 atingidos de todo o país que se reúnem em Brasília essa semana para sua plenária nacional estão presentes e acompanham, junto com senadores, jornalistas e ativistas, as apresentações que comprovam a maléfica relação entre a água e a mineração.
Segundo a Agência Nacional de Águas, o volume consumido pela irrigação agrícola, indústria e mineração é mais do que cinco vezes maior do que o demandado para o abastecimento público. Além de reconhecer que estamos entrando com os dois pés em uma fase difícil do ponto de vista climático, é necessário iniciar uma profunda reflexão sobre os usos e abusos que damos aos recursos hídricos.
A mineração, em especial, vem utilizando as águas de forma temerária. Em tempos de escassez hídrica faz algum sentido permitir que os rejeitos da mineração sejam despejados em barragens? É sensato transportar os minérios através do bombeamento de enormes quantidades de água, como é feito nos mineriodutos?
Para buscar respostas a essa questão é que foi convocada a Audiência Pública sobre os impactos da mineração sobre as águas.Representantes e pesquisadores de entidades que fazem parte do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, e um representante da Agência Nacional de Águas (ANA) participarão da audiência presidida pelo Senador João Capiberibe, na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Fotos: Luis Felipe Marques

Autor

Martha Moreira

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