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Projeto Juventudes em twitaço do The Guardian

Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2014
Por Camila Nobrega
do Canal Ibase
No final de outubro, a equipe de Comunicação, em parceria com o núcleo de Juventudes, foi convidada pela rede Global Development Professionals Network, do jornal britânico The Guardian, para representar o Brasil em um twitaço. Em 24 países diferentes, organizações não governamentais, movimentos sociais e participantes autônomos de diferentes formações participaram de um twitaço mundial sobre o engajamento de jovens na sociedade. Cada hora do dia foi dedicada a um país. No Brasil, o Ibase, com seu twitter @ibasenet (https://twitter.com/Ibasenet), participou junto com a jornalista Fabiola Ortiz. Além da pesquisadora Marina Ribeiro, responsável pelo projeto de Juventudes, participaram os jovens Edson Oliveira e Mayara Lima, que tb fazem parte do projeto, além da equipe de comunicação.
Logo que o twitaço começou, o @ibasenet colocou denunciou o genocídio da juventude negra no Brasil. Divulgamos reportagens, feitas pelo Canal Ibase e por parceiros dentro e fora do país, sobre a questão, com objetivo de explicar que se trata de um resultado do racismo institucionalizado em nosso país. Uma das questões que apareceram dentro deste tema foi a atuação do próprio Estado, com a atuação da Polícia Militar em territórios como as favelas. A morte de jovens negros é muito superior a de brancos em nosso país .
Além disso, foram debatidas a necessidade de buscar novas fronteiras para a participação social no país, com radicalização da democracia. Nesse ponto, os jovens Edson e Mayara lembraram a importância das redes sociais como forma de engajamento, no momento em que há uma crise da institucionalidade e da representatividade no país. Um participante do twitaço em Moçambique nos questionou sobre a questão do emprego. Nossa resposta foi no sentido de que, além da quantidade, é necessário enfrentarmos a questão da qualidade do emprego nos países em desenvolvimento.
Os dois tweets mais divulgados foram “Stop the black Youth Genocide in Brazil” e “A juventude brasileira não vai parar a mobilização iniciada em 2013”. Pessoas divulgaram este conteúdo em diferentes países.
Ao redor do mundo, jovens colocaram questões importantes. No México, houve a denúncia sobre os mais de 40 jovens estudantes desaparecidos e cujo paradeiro não é esclarecido pela polícia. Na Nigéria, mulheres protestaram contra o sequestro de jovens forçadas ao casamento por um grupoe extremista. Continuaremos em rede, o debate é grande.
Mais informações sobre o twitaço no site do Guardian .

Autor

Martha Moreira

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