Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2014
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Representantes de nove organizações sociais, entre elas o Ibase, estiveram reunidos no início da semana no Colégio Assunção, em Santa Teresa, para trocar conhecimentos e experiências sobre o Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).O evento começou com a apresentação do economista e pesquisador Iderley Colombini, do Ibase, sobre o histórico do banco e como funciona o fundo social.Depois da apresentação, cada uma das organizações contou que forma já utilizou a linha de crédito e que desafios ainda considera que devem ser vencidos para que organizações, cooperativas e associações possam se beneficiar do Fundo.
O Fundo Social foi criado em 1997, mas até hoje sua forma de operar parece obscura aos olhos da sociedade civil organizada que questiona, inclusive, o teor da política social do BNDES. Também a transparências deixa a desejar. Segundo os representantes do Inesc, Ibase, Cáritas, ASA, Unicafes,é difícil ter acesso aos dados de investimentos. O quanto representa este Fundo em relação aos investimentos gerais do Banco, por exemplo, ainda é uma incógnita. Os dados não são claros, as tabelas não estão facilmente acessíveis no site do Banco também.Além disso há questões práticas que as próprias organizações que já foram beneficiadas pelo fundo apontam como impeditivas para organizações menores disputarem os recursos. Entre elas, uma série de exigências burocráticas que organizações menores não têm como atender.

Autor

Martha Moreira

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