Rio de Janeiro, 13/06/2014
Este mês o Ibase iniciou a capacitação de 18 articuladores e articuladoras para a segunda fase do projeto Incid – Indicadores da Cidadania. O projeto produz indicadores sociais de 14 municípios afetados pela área do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em diálogo com os moradores dos diferentes territórios. O banco de dados do Incid, que agora será ampliado, é um manancial de informações em cidades onde os dados são, muitas vezes, negligenciados.
Na dinâmica de abertura da capacitação dos articuladores e articuladoras, o diretor do Ibase, Cândido Grzybowski reafirmou a importância de os movimentos sociais e ONGs produzirem mais dados sobre os territórios:
– A sociedade civil precisa produzir mais indicadores, e não apenas contar com os dados governamentais – disse Grzybowski.
A coordenadora do projeto, Rita Brandão, lembrou que os/as 18 integrantes da equipe de articulação são moradores dos 14 municípios.
-Em geral, são pessoas que já possuem uma atuação em movimentos sociais nos territórios e, por isso, estarão diretamente em diálogo com a população local.
O projeto Indicadores da Cidadania (Incid) é uma parceria entre o Ibase e a Petrobras e tem o objetivo de contribuir com a justiça social e ambiental nessa região, cuja configuração foi bastante alterada com a chegada do Comperj. Desde o início do projeto, há dois anos, os indicadores tem sido desenvolvidos com base em uma metodologia participativa, em diálogo com organizações locais. A construção dos indicadores passa por quatro fases, a cidadania vivida, a garantida, percebida e em ação.
Na primeira acolhida da nova equipe, vários temas que permearão todo o projeto foram abordados, como a radicalização da democracia, mecanismos de participação popular a até as Jornadas de Junho. Maria Elena Rodriguez, coordenadora da área de Política Democrática e Participação Cidadã do Ibase, palestrou sobre os Direitos Humanos.
– As pessoas pagam para ter direitos garantidos, como educação por exemplo. Como o Estado não implementa alguns direitos, eles são absorvidos pela lógica de mercado. No sentido do discurso, houve uma evolução em relação aos direitos humanos no Brasil. Na prática, houve uma regressão, vide o que acontece nas manifestações – disse a pesquisadora.
O Ibase dá as boas-vindas aos articuladores e articuladoras, que terão pela frente o desafio de aliar todos esses debates à realidade de cada território.
Para outras informações, o contato da equipe é incid@ibase.br.

Autor

Martha Moreira

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