Entre os dias 3 e 4 de abril, Itamar Silva, diretor do Ibase, participou do Seminário Cidade, Arte e Arquitetura: Habitação Social. A mesa de debate tinha como tema central a “Autogestão e Participação da População em Projetos de Habitação de Interesse Social”.
Em sua fala, o diretor expressou sua preocupação com os processos de urbanização, como Favela-Bairro, PAC e Morar Carioca. Neles, afirma Itamar, a participação é relegada ao segundo plano. Para ele, há um problema crônico nesse ponto.
– A dificuldade do Estado de lidar com a população organizada nesses territórios é grande. Em muitas dessas intervenções, houve até a desqualificação dos movimentos organizados em favelas, desperdiçando, assim, uma interlocução justamente com quem está preparado para isso. No Morar Carioca, o Ibase estava fomentando essa participação popular, mas, na primeira guinada política, houve mudança de secretário e o trabalho do próprio Ibase não pôde ser concluído. Esse tipo de coisa tem sido comum nessas obras.
Os outros debatedores da mesa foram Felipe Drago (Cooperativa Solidária Utopia e Luta e ONG Cidade) – Autogestão em Rede); Rainer Hehl (TU Berlin) – A Experiência das Cooperativas na Europa; Ricardo Gouvêa Corrêa (Fundação Bento Rubião) – Trajetórias da Autogestão eHabitação Social no Brasil. O arquiteto e professor da UFF Gerônimo Leitão fez a moderação.
O evento foi organizado pelo Instituto Casa (Convergências de Arte, Sociedade e Arquitetura, pelo Programa de Pós-Graduação em Urbanisno da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (Prourb), pelo MAR, em parceria com o ETH-Zurich e o Swissnex Brasil.

Autor

Martha Moreira

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