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Encontrar um novo modelo de desenvolvimento e radicalizar a democracia. Essas são as premissas defendidas por Cândido Grzybowski, diretor-geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) para garantir pelo menos mais 30 anos de democracia e poder se aproximar das ambições que mobilizaram as organizações da sociedade civil no Brasil.
Essa foi a resposta dele,  no dia 13 de março, à colunista da Folha de S.Paulo e comentarista da Globonews, Eliane Cantanhêde, mediadora do “Diálogo Contextualização”, no seminário Nacional Imprensa e Sociedade Civil. Eliane questionou Grzybowski sobre o financiamento necessário às mudanças no País.

Já Nilcéa Freire, ex-ministra da secretaria de Políticas para as Mulheres e representante da Fundação Ford no Brasil, introduziu no debate o conceito da “sub representação” revelada, segundo ela, pelas manifestações populares que se iniciaram em junho do ano passado. Nilcéa lembrou que essa categoria é a dos brasileiros que não estão nos sindicatos, nas associações, e que ficaram ao longo do tempo acumulando insatisfações e em um determinado momento puderam manifestá-las. No entanto, Nilcéa não vê semelhança entre as manifestações no Brasil e as que ocorrem na Venezuela e Argentina.
Para a representante da Fundação Ford, há 10 anos, a necessidade de ampliar a participação cidadã das políticas públicas dominaria o debate sobre as relações das organizações da sociedade civil e a imprensa, assim como com o estado e outras instituições. Mas hoje ela considera que a situação é muito delicada, e que um ciclo está se fechando.
Nilcéa Freire e Cândido Grzybowski compartilham do ponto de vista de que há um descaso do governo com relação às necessidades da sociedade brasilera: “Há falhas em várias áreas, na saúde, na educação e na mobilidade urbana que foi o estopim desse processo”, afirma Nilcéa Freire. “Devemos olhar com mais cuidado as questões de justiça social e socioambiental. Queremos políticas públicas consistentes”, pontua Grzybowski.
Acompanhe as atividades do Seminário por meio do perfil da ANDI no Twitter e no Facebook, com a hashtag #imprensaeoscs. O evento é uma iniciativa da ANDI – Comunicação e Direitos e da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, em parceria com a União Europeia, Fundación Avina, Instituto C&A, Aliança Interage e Secretaria-Geral da Presidência da República, com apoio da Fundação Grupo Esquel Brasil, do GIFE e da Abong. O patrocínio é da Petrobras.

Autor

Martha Moreira

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