Localizado em Queimados, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Conjunto Habitacional Valdariosa tem 6 mil moradores e é parte do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A Caixa Econômica Federal, que realizou o projeto do Valdariosa, constatou vários problemas no local e solicitou a ajuda de três organizações: o Ibase, o Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (IETS) e o Metrópole Projetos Urbanos (MPU). As três entidades vão formar uma metodologia de trabalho para enfrentar os desafios embutidos no dia a dia do Valdariosa, onde as famílias que ali residem têm renda de zero a três salários mínimos. Juntas, as três entidades estão elaborando um grande diagnóstico sobre o dia a dia do lugar. Ocorre que há tantas urgências que algumas ações já estão sendo tomadas.

Três oficinas já foram realizadas e, a partir dos relatos dos moradores, algumas transformações serão feitas. Serão comprados equipamentos para reciclagem de lixo, um projeto de paisagismo será levado à frente a partir de demandas de moradores como mais sombra e mais pontos de encontro e um cineclube serão instalados, a fim de aumentar o lazer, ainda precário, para a juventude.

O conjunto Valdariosa, em Queimados: seis mil moradores

– Essas primeiras medidas não são algo escolhido aleatoriamente. Foi a partir do que vocês disseram que elas foram planejadas – disse Paulo Magalhães, sociólogo do IETS.
Para a Sandra Jouan, socióloga e pesquisadora do Ibase, a juventude do condomínio se ressentem de espaços de convivência.
– Eles têm se reunido em lugares próximos do andar térreo dos prédios, e as pessoas mais idosas reclamam muito. E assim ficam sem opções.
O Conjunto Valdariosa é um grande desafio, que exige sensibilidade e um processo intenso de escuta da população. Quem está envolvido no trabalho já tem paixão pela causa, em que está em jogo a dignidade de uma habitação popular.

Autor

Martha Moreira

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