6/12/2013
Aconteceu ontem o 3o encontro de Diálogos sobre Política – Especialização primária, Dependência e Desenvolvimento, com o economista Guilherme Delgado. O debate foi no auditório do Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco 124, 22o andar).

O evento foi uma parceria do Ibase com a Action Aid, a Anistia Internacional e a FASE. Desta vez, o tema é “Especialização primária, Dependência e desenvolvimento: dilemas para a sociedade brasileira”.
Para Guilherme Delgado, a terra no Brasil é considerada um ativo mercantil e, só ao seu proprietário, compete definir seu fim – seja no seu uso ou abuso. Na opinião dele, para essa terra existir como bem mercantil, direitos básicos que estão previstos na constituição estão sendo suprimidos. A viabilidade dessa acumulação de capital pelo setor agrário só ocorre com apoio do Estado:
– A terra só aparece na constituição como portadora de uma função social, que garante proteção do meio ambiente e do trabalho legítimo. A hegemonia do agronegócio só existe devido ao afrouxamento da política fundiária, resultado da combinação de uma bancada ruralista extremamente ativa, combinada à mídia, entre outros atores. Assim se constrói uma cultura que diz que o projeto do agronegócio é bom para o país.

Autor

Martha Moreira

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