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Ibase na luta pelo direito à informação

O BNDES é um banco que serve como termômetro do modelo de desenvolvimento do país. Para onde seus investimentos apontam, vê-se justamente o modo como o governo federal está querendo se inserir nacionalmente e internacionalmente. A despeito de sua imensa importância nos destinos do Brasil, pouco se conhece dessa instituição. O Ibase, por meio do projeto “Desenvolvimento e Democracia: por um banco de desenvolvimento com justiça social e ambiental” quer ajudar a desvendar o cotidiano do banco. E, para isso, pretende como proposta central promover um debate que leve o BNDES a se ajustar à Lei de Informação, pois, mais do que uma obrigação legal, o banco tem um dever cívico nesse sentido. Trata-se de um banco público e, portanto, com compromissos éticos com a população.

O Ibase, contudo, tem outras pontos a aprofundar. Para nós, não há por que o BNDES deixar de explicar os ciclos dos seus projetos de investimentos. Atualmente, o banco não informa quais são suas prioridades e seus negócios. Percebe-se que a instituição só se sente mais à vontade em expor os projetos que já ocorreram, não os que estão em curso. Com a parceria da Plataforma BNDES, Rede Brasil e Rebrip, o Ibase considera que o banco deve deixar bem claro as razões de suas escolhas de financiamento e, a partir do momento de decisão, dar publicidade ao passo a passo dessas transações, demonstrando, assim, o desejo de que os brasileiros não só estejam a par de suas ações como também possam influenciá-las.
Com o apoio da Fundação Ford e da Oxfam, o Ibase, em convergência com as últimas manifestações, deseja que o banco de desenvolvimento brasileiro tenha critérios rígidos em relação aos direitos humanos, ao respeito às populações tradicionais e à preservação do meio ambiente. Quando à questão do modelo de desenvolvimento, o Ibase, sempre em consonância com a voz das ruas, quer o BNDES não só financiando projetos de grandes empresas. Os fundos sociais que assegurem a dinamização da economia solidária, o fomento da agricultura familiar e a infraestrutura de territórios que há dezenas de anos sofrem com o abandono do poder público devem exercer um papel fundamental. A reversão de prioridades seria um passo do banco em direção à grandeza necessária ao futuro sustentável da nação.

Autor

Martha Moreira

Comentário 1

  1. ADELSON
    18 de setembro de 2013 Responder

    Não se pode mais aceitar que as instituições públicas não forneçam informações transparente para a população brasileira. Concordo, de pronto, com os questionamentos feito por esse artigo. A Lei que estabeleceu a obrigatoriedade de os poderes públicos darem divulgação dos seus gastos, a sociedade, não pode ser objeto de manipulação para atender interesses de particulares. Então,a transparência é imprescendível.

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