Mariana Claudino
A exploração de petróleo é uma das atividades extrativistas que mais causam impactos socioambientais. No Brasil, acontece em ritmo cada vez mais acelerado e sem fiscalização, o que pode representar um risco de dano às populações de áreas próximas às bacias já que alguns blocos marítimos se encontram muito próximos da costa brasileira e outros – como as  76 áreas oferecidas na 11ª rodada de leilão de petróleo no mês passado – estão localizados em cima de assentamentos da reforma agrária, áreas protegidas ou territórios de povos tradicionais.
Economista e pesquisador do Ibase, Iderley Colombini foi falar sobre essas questões na ‘Reunião sobre os impactos socioambientais do Petróleo’, em Cananeia, no Vale do Ribeira, em SP. O evento começou ontem e termina hoje (25) e tem, entre os objetivos, contribuir com o debate sobre o monitoramento de empreendimentos petrolíferos no Vale do Ribeira, contextualizando o quadro geral e integrando o movimento local com iniciativas em outros territórios – especialmente com a articulação nacional que se delineou a partir das discussões que antecederam a 11ª Rodada de Leilões do Petróleo.
– Uma reunião como essa é fundamental para que se possa entender e articular grandes processos econômicos, como a exploração de petróleo, com os impactos ambientais e as resistências sociais locais, como do litoral do Vale do Ribeira no sul da Bacia de Santos. O desconhecimento total das populações locais sobre o leilão demonstra a falta de transparência em torno da política energética brasileira. Não há informação nem debate público sobre os limites da expansão petroleira e a transição energética para outras fontes renováveis _ explicou Iderley.
No primeiro dia do evento, organizado pelo ISA (Instituto Socioambiental) e a AIN (Ajuda da Igreja Norueguesa), estiveram presentes representantes de comunidades quilombolas, organizações da sociedade civil, entidades de pesquisa e do poder público local. Entre eles, IGOND, Forum Suape, FAPP-BG (Forum do Atingidos pelo industria Petroleira e Petroquimica), AHOMAR (Associação de Homens e Mulheres do Mar), Centro dos Direitos Humanos de Barreirinhas, Fundação Florestal, IPEC (Instituto Pesquisa Cananeia), Projeto Boto Azul, APA Marinha Litoral Sul e Ibase.

Autor

Martha Moreira

Comentário 1

  1. Ormar
    16 de setembro de 2013 Responder

    Não basta poluir o meio ambiente, tem que atrapalhar a reforma agrária

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