Fortalecer e unir os movimentos social e ambiental: este é um dos objetivos do projeto “Mosaicos da Mata Atlântica”, que foi lançado na última quarta-feira, no auditório do Ibase. A iniciativa, inédita, é uma parceria entre o Ibase e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. No evento, estiveram presentes o diretor-geral do Ibase, Cândido Grzybowski e o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc.
– É preciso trazer esse debate para o público. Sustentabilidade não é preservar por preservar. É o modo como a população vai tirar proveito dos recursos ambientais de maneira responsável. Temos que entender que através da preservação nós podemos ter mais qualidade de vida e deixar um legado para as gerações futuras – defendeu Cândido.
 

 
A cidade do Rio possui cinco grandes mosaicos verdes – unidades integradas de preservação ambiental localizadas na região metropolitana e no interior do estado. o Rio de Janeiro tem a maior concentração de áreas protegidas da Mata Atlântica e ecossistemas associados do país e, há alguns anos, se tornou o estado brasileiro que menos desmata a Mata Atlântica, mantendo 13% de sua cobertura original.  A primeira etapa do projeto deve reestruturar os conselhos consultivos dos mosaicos Carioca e Central Fluminense, que ficam na capital. Os outros são Mosaico Mico-Leão Dourado, Mosaico Mantiqueira e Mosaico Bocaina.
 

 
– A gestão integrada das Unidades de Conservação é por si só o principal desafio da concepção “Mosaico de áreas protegidas”. Para enfrentá-lo, a opção da proposta é fortalecer à capacidade dos seus conselhos para operarem com eficácia, incorporando a perspectiva da participação e controle social, explicitando as intencionalidades diversas, disputas e interesses dos diversos agentes que participam do processo gestionário das Unidades de Conservação – explica Nahyda Franca, coordenadora do projeto.

Autor

Martha Moreira

Comentário 1

  1. Marilia LIns Pinto
    31 de agosto de 2013 Responder

    Muito interessante. O que realmente deve ser feito, usar as verbas de mitigação que são mais baratas que as verbas a serem usadas na adaptação. Entretanto gostaria de deixar registrado aqui a dificuldade das parcerias públicos-privadas na gestão e administração de pequenos espaços naturais no Rio de Janeiro.

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