Promovido pelo Ibase e pela entidade peruana Direito Ambiente e Recursos Naturais (DAR), o Seminário “A Transparência e o Acesso à Informação no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico na América Latina” discutiu entre os dias 12 e 14 de junho, no Rio de Janeiro, formas de o banco implementar uma política de transparência. O BNDES, atualmente, realiza seu maior financiamento no Brasil: a usina elétrica de Belo Monte, no Pará. A previsão é de que o crédito para Belo Monte chegue a R$ 29 milhões.
O evento foi uma ação do projeto ‘Desenvolvimento e Democracia: por um Banco de Desenvolvimento com Justiça Social e Ambiental’, do Ibase, teve apoio da Fundação Ford e Oxfam e reuniu representantes de organizações sociais e movimento social do Brasil e de vários países da América Latina: Argentina, Venezuela, Equador, Chile, México e Paraguai. A atuação intensa do BNDES na região, por meio de financiamento de grandes empreendimentos altamente impactantes do ponto de vista socioambiental, é hoje uma preocupação de entidades da sociedade civil que buscam mais transparência nas informações sobre os investimentos.
Durante o seminário, que foi realizado no Colégio Assunção, em Santa Teresa, no Rio, exemplos de casos em que o banco poderia ter sido mais transparente foram apresentados pelos convidados. A ideia foi promover um intercâmbio de informações e um debate para construção coletiva de propostas que contribuam para fortalecer o diálogo entre a sociedade civil e o banco.
 

Autor

Martha Moreira

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