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Catadores de Jardim Gramacho criticam fechamento antecipado do aterro

Após 36 anos de funcionamento, o Aterro Sanitário de Gramacho vai fechar. A data programada para isso era 5 de junho, mas foi antecipada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para 23 de abril. O que já era motivo de apreensão entre os catadores de materiais recicláveis passou ao nível do desespero. Quase 1900 trabalhadores temem ficar sem atividades e perspectivas com a desativação do local.
O prefeito Eduardo Paes anunciou a decisão na última terça-feira, 10 de abril, de olho na Rio+20, a conferência de meio ambiente da ONU que será promovida no Rio de Janeiro em junho. Antes do anúncio, os catadores contavam com o amparo de um “plano de transição” negociado com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Prefeitura de Duque de Caxias e o Governo Federal.
Entretanto, a decisão de Paes atropelou os acordos feitos para minimizar os impactos sociais decorrentes do fechamento, segundo o Conselho de Lideranças dos catadores, já que não será possível tirar do papel todas as medidas prometidas no plano de transição.
Entre as promessas está o uso antecipado de um fundo de R$ 1,4 milhão para garantir renda mínima aos catadores e financiar políticas de inclusão, criado a partir dos lucros obtidos com o gás metano captado no aterro. Uma parte do valor seria usado para estruturar as cooperativas já existentes para a coleta seletiva de Caxias, alternativa de trabalho sustentável para os catadores e que adequaria o município à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Outra parte serviria para capacitar quem quisesse continuar o trabalho seletivo e indenizar os interessados em mudar de atividade.
“Queremos respostas concretas sobre como vamos alimentar nossos filhos a partir do dia 24 de abril, já que o prefeito do Rio de Janeiro disse que o Aterro fechará dia 23 de abril”, questionou, em nota, o presidente da Associação dos Catadores do Aterro de Gramacho (ACAMJG), Sebastião Santos.
A categoria, responsável pela seleção de cerca de 200 toneladas diárias de materiais reaproveitáveis, planeja uma manifestação pacífica no Rio na próxima segunda-feira, 16, caso a situação não se resolva até lá.

Autor

Martha Moreira

Comentários 4

  1. tatiane da silva pereira
    7 de junho de 2012 Responder

    sh sebastiao ha varias catadores que realmente e catadores que nao ganharam indenizacao varias catadores entrando na justica contra a associacao de moradores e voce eu trabalho em eo que voces diz de tudo issoscritorio em caxia e cada dia chega um caso diferente

  2. isa
    17 de agosto de 2012 Responder

    gostei muito do texto pois é informativo!

  3. Vongani
    21 de setembro de 2012 Responder

    Quando o meu filho mostrou-me o doencmute1rio logo pensei como poderia exibir para os meus alunos e o quanto de conhecimentos eles iriam ganhar. Foi excelente a aceitae7e3o, os alunos perceberam diversos aspectos e acima de tudo tiveram a oportunidade de conhecer um artista te3o ilustre e ainda desconhecido para eles, no final um deles fez uma revelae7e3o, que ele je1 tinha visto algo parecido na Tv na abertura da novela Passione. E o que e9 mais interessante e9 que esse trabalho valoriza acima te tudo o SER e ne3o apenas o TER, que tanto as pessoas consomem e passam por cima de tantos valores. Parabe9ns ao VIK MUNIZ pessoas assim realmente faz a diferene7a.

  4. Ludmilla
    23 de setembro de 2012 Responder

    Ariane disse:Gostei muito do projeto Lixo Extraordine1rio de Vik Muniz ,uma de mihans professoras passou o filme pra depois nf3s fazermos um relatf3rio ,gostei muito do projeto pois trata ne3o sf3 da arte mais sim de outras situae7f5es ,tambe9m achei muito interessante ele escolher trabalhadores do lixe3o no Rio de Janeiro ,gostei muito e vejo que pra quem gosta mesmo da arte, aprecia um trabalho desse muito bonito ,e muito interessante que proporciona a nf3s saber que qualquer tampa de garrafa pode virar arte !

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