texto originalmente publicado no Opera Mundi

Occupy Wall Street convoca dia de ação global para celebrar dois meses de existência

Em Nova York, os protestos se concentrarão no Parque Zuccoti, em Manhattan

O movimento Occupy Wall Street planejou manifestações e marchas em várias cidades dos Estados Unidos – com epicentro em Nova York – para celebrar nesta quinta-feira (17/11) dois meses de protestos contra as políticas econômicas e as instituições financeiras, a quem responsabilizam pela crise financeira global.
Em Nova York, os protestos se concentrarão no Parque Zuccoti, em Manhattan, onde até terça-feira (15/11) funcionava o acampamento do movimento, desmantelado após ordens do prefeito da cidade, Michael Bloomberg.
De acordo com o Occupy, a estratégia de aproximação com as pessoas será compartilhar “histórias daqueles que estão na linha de frente das injustiças econômicas”, na tentativa de sensibilizá-las.  “Iremos trocar histórias ao invés de ações”, diz mensagem no site do movimento.
À tarde, os membros do Occupy seguirão para estações de metrô em bairros como o Bronx, Brooklyn, Queens, Manhattan e Staten Island. Lá, o Occupy espera disseminar ainda mais suas ideias e objetivos com a ocupação para os milhões de nova-iorquinos que ainda não as conhecem.
Para finalizar a programação especial do aniversário de dois meses do movimento, o Occupy se reunirá às 17h na Praça Foley, em solidariedade aos trabalhadores que protestam contra o desemprego no país. Nesta etapa, um coral e uma pequena banda farão parte da manifestação, que promete ser pacífica em todos os momentos.
“Vamos fazer esta marcha o mais musical possível. Traga suas músicas, sua voz, seu espírito!”, anuncia a organização no site oficial do movimento. Ainda segundo o Occupy, outros protestos deverão ocorrer nesta quinta-feira em outros países.
Na Espanha, os estudantes universitários convocaram uma greve geral e uma Assembleia para as 17h na Praça Porto do Sol. O protesto é organizado pelo 15M, responsável pelas manifestações dos “indignados” no país, iniciadas em 15 de maio deste ano.
Na Bélgica, os manifestantes deverão se reunir em escolas e universidades para demonstrar seu apoio aos atos realizados em Nova York. A Alemanha também espera por paralisações de estudantes universitários, além de outras ações de protesto no país. Atos semelhantes deverão acontecer na Grécia, o país europeu que mais sofre atualmente com a crise econômica europeia.
Início
Os protestos começaram em 17 de setembro, quando diversos grupos ocuparam o Parque Zuccoti, ao lado de Wall Street. O objetivo inicial era ocupar a famosa rua, mas a manifestação foi reprimida pela polícia. Com isso, os grupos migraram para o parque.
Nos primeiros dias, o protesto foi ignorado por grande parte da imprensa norte-americana, que criticava a suposta falta de argumentos para a manifestação. A repressão policial, no entanto, fez com que o grupo ganhasse cada vez mais adeptos e simpatizantes.
Occupy Wall Street pede manifestação pacífica nesta quinta-feira
Em 5 de outubro, a forte repressão das forças policiais resultou na prisão de 28 pessoas. As imagens de policiais jogando spray de pimenta correram o mundo e incentivou ainda mais protestos de caráter semelhante nos outros países.
Outro marco para o Occupy Wall Street aconteceu no dia 15 de outubro, quando “indignados” de todo o mundo saíram às ruas de centenas de cidades para protestar contra banqueiros e políticas e demonstrar apoio ao movimento de Nova York.
Nos EUA, os atos se espalharam para outros locais como Washington, Atlanta, Tallahassee, Oakland, Dallas, Los Angeles, São Francisco, Seattle, Chicago, Filadélfia, Houston, San Diego e Denver. Pelo mundo, ocorreram protestos na Austrália, Inglaterra, Alemanha, Nova Zelândia, Bélgica, Itália, Hong Kong, Taiwan e também no Brasil, entre outros.

Autor

Martha Moreira

Comentários 2

  1. dilesia marcansoni
    21 de novembro de 2011 Responder

    parece que a juventude,eoutro comesam acorda, nos anos 70 e 80 houve grande manifestação no terceiro como era chamada america latina, agora abola da vez são os países ricos, mas e bom que america latina comesse a se organizar novamente, pois não estamos livre desse mal, emuitos ja estão sofrendo,não somos ilhas, mas globalizados

  2. Fernando
    13 de dezembro de 2011 Responder

    O movimento Occupy Wall Street é ao meu ver muito importante, e eu me senti motivado a participar. Só que ao procurar canais de acesso pela internet do braço do movimento no Brasil só consegui encontrar o perfil do movimento no Facebook. Isso tornou minha participação inviabilizada, já que não possuo e nem pretendo criar um perfil no Facebook. E isso também me levou a um questionamento: Se o movimento é contra a especulação financeira, contra o domínio das grandes corporações e coisas similares porque ele se atrela ao facebook?? Afinal o facebook não é também financiado pelas mesmas instituições que o movimento critica?? E sendo necessário criar um perfil no facebook para postar qualquer coisa na página do movimento eles não estão obrigando-nos a compactuar com o sistema financeiro que sutenta o facebook ??

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